Quando falamos em sexo, precisamos ser claros e bem descritivos, pois temos algumas conotações importantes e precisamos definir bem seu contexto. Para ter uma ideia da amplitude da palavra, quando se pensa em sexo a mente pode divagar por diversos mundos, remete a relações sexuais, órgãos genitais, fantasias, relacionamentos, parceiros e até mesmo patologias.
Freud em 1905 traz as fases psicossexuais, onde ele mostra que a energia sexual está presente no ser humano desde o nascimento. Então se inicia a aventura sexual desde tenra idade.
Em uma análise mais contextual da palavra sexo, existe a parte biológica, o ato sexual e as questões de ordem psíquica emocional.
Nos seres humanos a palavra sexo as vezes desenha o próprio órgão genital, que aborda a parte biológica que são os órgãos reprodutores e seus funcionamentos, onde apresenta a diferenciação entre os seres humanos, plantas e animais. Aqui nosso amigo sexo pertence ao mundo biológico e suas certificações científicas.

Outra parte importante do sexo e ele enquanto ato sexual. É quando existe
a relação sexual, um exemplo bastante comum quando se fala: eles estão fazendo sexo. Isto para nós é um tanto quanto normal, na maioria das vezes não vem em nossa mente o criador fazendo o órgão sexual, biologicamente falando o pênis e a vulva.
Ato sexual é quando existe uma relação intima que envolva os órgãos sexuais, e existem diversas formas e maneiras deste sexo, não podemos pensar somente na aproximação dos órgãos sexuais como forma de sexo, por exemplo a relação sexual sem penetração, pode sim ser considerada sexo, como a estimulação sexual. Agora caminhamos por diversos fatores como os desejos e fantasias. Tudo que envolva relação, relacionamento ou vinculo, entre duas ou mais pessoas com atividades sexuais pode ser considerado sexo.

Dentro deste formato inúmeras possibilidades se abrem, inclusive colocar
nossas emoções.
Incluindo a emoção ou questões psicológicas no ato sexual inicia-se um processo, e se faz necessário entender como funciona. Para este processo ou ciclo dá-se o nome de resposta sexual humana, seu estudo iniciou com Havenlock (1897) mostrando dois fortes estágios atumescência onde existe a vasocongestão e a detumescência que e a descarga de energia da atividade e dentro deste estagio a descongestão que existe após o orgasmo. Em seguida temos os conceituados William Master e Virginia Johnson (1966) que através de pesquisas de observação em homens e mulheres descrevem quatro estágios da resposta sexual:excitação, plateau, orgasmo e resolução. Já nos anos 70 Helen Kaplan mostra um modelo com 3 estágios o desejo, a excitação e orgasmo. Ainda sobre os estudos Basson em 2004 traz a luz as diferenciações do modelo masculino para o feminino nomeando de modelo circular, já em 1988 Leiblum insere na resposta sexual o contexto sociocultural, que são os padrões de cada época influenciando na resposta sexual.
Muito se estuda sobre a excitação e seus estímulos, são os fatores emocionais associados a cada estágio da resposta sexual humana, desenhando funções e disfunções sexuais.

Quando as emoções entram neste processo, conseguimos unir a biologia, psicologia e o campo social, descortinando o indivíduo biopsicossocial.
Ter uma vida ativa sexualmente, não necessariamente significa fazer sexo diariamente, semanalmente ou mensalmente, não se fala em quantidade e sim em qualidade. Ter uma vida sexualmente ativa é compreender que o sexo está presente em nossa vida interna e externa e precisamos nos organizar frente a isso com nossos desejos, fantasias e necessidades.Hoje entendemos a pluralidade da palavra sexo três vezes ou mais.
Referências
Freud, S. (1905). Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. In: Obras psicológicas completas: Edição Standard Brasileira. Vol. VII. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
Resposta sexual humana – rev. Ciênc. Med. Campinas, 17(3-6); 175-183, maio/dez, 2008 –
Fábio Borba
Psicólogo Clínico
CRP: 06/122988
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