A depressão tem sido um tema muito comentado nos dias de hoje, e de fato acabou tomando proporções inimagináveis. Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou como tema central de sua campanha em 2017 este transtorno mental universal que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

Claro que você já ouviu falar deste termo, ou por conhecer alguém com o diagnóstico, ou por conviver com pessoas que acreditam estar com a doença e na confusão de uma tristeza saudável, ou por serem medicadas com antidepressivos. O fato é que você já ouviu falar e pode confundir tristeza e depressão.

A depressão é uma síndrome caracterizada por um conjunto de sintomas como alterações no humor (tristeza, culpa), no comportamento (isolamento), nos padrões de pensamento e percepção da pessoa (menor concentração, menos autoestima), queixas físicas (problema com sono, alimentação, sexo) e com risco de suicídio muito elevado. É um distúrbio que se caracteriza por uma tristeza intensa, frequente e de longa duração.

Se manifesta nos dois sexos, em qualquer idade ou classe social, porém, é mais frequente em mulheres na adolescência e início da vida adulta, talvez pelo fato de ocorrerem as alterações hormonais neste momento da vida.

Fique atento, pois é comum sentirmos tristeza, desânimo ou mau humor, faz parte do nosso dia a dia, em função de algum motivo este sofrimento vem, porém, após alguns dias esses sentimentos são contornados. Na depressão isso não acontece. O indivíduo passa mais de duas semanas seguidas em sofrimento, sem necessariamente ter uma causa aparente o que acaba por interferir em sua capacidade de trabalhar, estudar, comer, dormir e realizar outras atividades comuns do cotidiano.

Vale lembrar que, caso você conviva com alguém que passe por este problema, é importante respeitar o que ele sente e sempre motivá-lo a procurar um profissional capacitado para ajudar a passar por este momento difícil.

Até a próxima!

Natália Brum Vinhas
CRP 12/12182
Graduada em Psicologia pela Universidade Católica de Pelotas-RS. Com título de especialista em Psicologia Hospitalar. Especialização em Hospitalar, Obesidade e Transtorno Alimentar pela Faculdade de Medicina da USP. Trabalha em diversas temáticas na abordagem breve e focal de orientação psicanalítica.

*Atualmente com foco em Atendimento Psicológico Online.
Site: www.psicologanataliavinhas.com.br
Instagram: @psicologanataliavinhas
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Referência
World Health Organization. Equity, social determinants and public health programmes. Geneva, 2010; World Health Organization.

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