estresse infantil

Assim como os adultos, as crianças também podem ser acometidas pelo estresse. As questões internas, como personalidade, pensamentos e atitudes, são as principais causas do estresse infantil. Sendo que estas características pessoais são diretamente influenciadas pelo meio em que as crianças vivem, pela influência de seus pais, cuidadores, professores, irmãos, familiares próximos, entre outros que convivem frequentemente com a criança.

As características internas das crianças vão se formando ao longo da infância, através do convívio social, e os aprendizados passados para elas através dos pais, familiares e da escola. Então é importante ressaltar que quando as mensagens passadas durante a socialização são demasiadamente rígida, elas podem provocar transtornos psicológicos, como o estresse, ansiedade, depressão, entre outros.

Portanto, é essencial ensinar as crianças a obterem um equilíbrio entre os direitos dos outros e os delas, de modo a não ser egoísta o tempo todo ou então ser extremamente passivo e permissivo; é preciso saber dizer sim ou não com tranquilidade e segurança. E é importante que os pais, responsáveis, cuidadores e educadores transmitam essas características, tenham apresentem tais atitudes, para que elas sejam compreendidas e aprendidas pelas crianças.

Sintomas do estresse

Os sintomas do estresse infantil podem são de caráter físico e psicológico:

Sintomas físicos mais frequentes são: náuseas, dores na cabeça e na barriga, diarreia, agitação motora, tensão muscular, gagueira, enurese noturna, ranger os dentes, e tique nervoso.

Sintomas psicológicos mais frequentes são: agressividade, medo e choro excessivos, pesadelos, ansiedade, insegurança, dificuldades de relacionamento, distúrbios de atenção e concentração, desobediência, irritabilidade, impaciência, mudanças constantes no humor, depressão, desânimo, terror noturno, dificuldades escolares, uso de drogas, dentre outros.

Prevenção

O estresse infantil pode ser prevenido com das seguintes formas:

  • O adulto precisa inicialmente cuidar de seu estresse, pois ele serve como modelo para as crianças, e o estresse de uma pessoa pode provocar o estresse de outras.
  • Não é indicado poupar demais a criança; o estresse deve ser proporcional ao amadurecimento e a idade.
  • Atitudes positivas e de aceitação podem incentivar a criança a resolver seus problemas, bem como melhorar sua autoestima.
  • Procurar entender a criança, não a sobrecarregar com atividades, promover o diálogo, buscar ouvir o que ela tem a dizer.
  • Evite comparar as crianças.
  • Em conflitos conjugais, evite envolver as crianças; no caso de separação, é importante que a criança não se sinta responsável e obrigada a tomar um partido, ela precisa ter a certeza de que, acima de tudo, continuará a ter um pai e uma mãe.
  • Estimule a independência, compartilhando as experiências e respeitando as etapas de desenvolvimento.
  • Não substitua presença e carinho por presentes.
  • Ofereça bons exemplos, segurança e um clima diário estável.
  • Ao disciplinar a crianças, busque ser claro e sistemático, pois limites e regras são fundamentais.
  • Assuma a responsabilidade sobre a disciplina, não faça ameaças divinas.
  • Escolha a escola com cuidado, respeite a criança, ouça as suas queixas, pois ela pode estar vivendo um problema real.

Muitas vezes não percebemos o sofrimento da criança e persistimos em manter os mesmos comportamentos, o que acaba agravando ainda mais o estresse. Por tanto é necessário estar sempre atento aos comportamentos e sentimentos das crianças, assim como é necessário nos policiarmos em nossas ações, que servem de modelo para os pequenos.

Referência Bibliográfica:

TRICOLI, Valquíria A. C.; BIGNOTTO, Márcia M. Aprendendo a se estressar na infância. In: _____LIPP, Marilda Emmanuel Novaes (Org.). O Stress está dentro de você. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2000. p. 113-126.

 

Nathália Almeida Togneri

CRP 16/4831

Psicóloga com especialização em saúde pública.

Colunista Inovamente

Tel.: (28) 98806-5673 – whatsapp

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