Grupos de identificação e redes sociais

Esse fim de semana, assisti dois filmes que me chamaram a atenção na perspectiva dos jovens seus grupos de apoio e a relação que tem sido construída com as redes sociais.

Internet o filme e Amor.com ambos filmes brasileiros trazem para reflexão a nova constituição do fator grupo de pares, onde o indivíduo estabelece um interesse comum utilizando as redes sociais, com o sentimento de pertencimento á esse grupo em comum com uma nova categoria de profissionais “youtubers, blogueiros, vlogueiros que influenciam uma grande parcela de nossos adolescentes e jovens.

Sendo necessário que o indivíduo se sinta como parte do grupo, que perceba a importância de uma pertença grupal, para que a instância coletiva possa influenciar seu comportamento ou pensamento. A identificação grupal é um construto que se define pela medida da força de conexão de indivíduos com um grupo a que pertencem.

Hoje gostando ou ainda “torcendo o nariz” para esse tipo de influenciadores temos uma realidade extremamente volúvel.

Os estereótipos e processos de desenvolvimento cognitivo nos apresentam a visão que fazer parte de um grupo é a identificação social, nesse momento o sujeito consegue o pertencimento. Marques e Paéz (2010)

Refletindo desde os trajes escolhidos aos amigos reais e virtuais. O filme Amor.com, conta com uma blogueira inicia sua “carreira na internet” com dicas e tendências de moda, como uma diversão só que temos o viés da ficção que retratou uma nuance bem próxima da realidade, que ao desenvolver o enredo do filme a mesma consegue construir um novo sentido pra si e revê o seu porque de ter se colocado como refém de likes, seguidores, patrocínios.

Internet o filme, traz um pouco do universo dos youtubers, colocando uma caracterização preocupante e estigmatizada de personagens estáticos que anulam a vida real buscando o atual sonho “dourado”, de ter um canal e seu reconhecimento global.

Com sua obra de ficção, onde qualquer semelhança é mera coincidência temos ridicularizações diversas, e em um mundo que impulsiona o ter e não o ser é fator decisivo para o tão sonhado status e seguidores.

A personagem Fabi (Gabi Lopes), que ganha uma fama instantânea por expor uma opinião contrária à maioria apelidada de Fabi sincerona, possibilita alguns pontos para reflexão dessa juventude que permeia e entrelaça as relações através das mídias sociais.

O quanto vale deixar de ser “eu”, para ser o que o grupo deseja.

Gostaria de deixar o convite para trazer a discussão dos adolescentes e seus diversos grupos de identificação, reforçando sempre a importância do autoconhecimento e amor próprio, para que as relações sociais possam se desenvolver de uma maneira mais positiva e produtiva.

Psicóloga Karen Ramos

CRP 06/83740

Colunista Inovamente Psicologia

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