Todo início de ano letivo é a mesma coisa. Se você tem um filho com dificuldades ou transtornos de aprendizagem e comportamento, logo vem à cabeça um sentimento de preocupação e desânimo muito grande. Lá vamos nós de novo! Reclamações da escola, atividades incompletas, preguiça, birras… Mais um ano difícil.  E parece que não tem jeito! Tudo vai se repetir! Será? Talvez sim! Se você continuar a falar e pensar do mesmo jeito de antes vai continuar mesmo. Ou melhor, vai é piorar! Sabe por quê?

Quando fixamos nossos pensamentos e comportamentos em coisas ruins, focando atenção naquilo que não está dando certo, sem ver uma saída possível, é como se estivéssemos caminhando em círculos, dando voltas e mais voltas atrás do mesmo objetivo: Fazer dar errado!

Quando a criança ou adolescente tem alguma dificuldade ou transtorno, seja de aprendizagem ou de comportamento é muito comum valorizarmos o que o transtorno ou o comportamento traz de negativo. Sem perceber, acabamos dando muito mais grandeza a isso. E a criança passa a ser uma personificação do problema que tem. Eu ouço com frequência frases como: – O meu “TDAH”. – O meu “Down”. – A minha “Autista”. – Um “TDAH” sendo “TDAH”. Como se a pessoa deixasse de ter uma identidade, que é única e insubstituível. E passasse a ser definida por um Laudo médico.

A criança passa a ser mais considerada pelo que tem de limitação do que pelo que a faz uma pessoa especial.

Isso acaba sendo muito marcado nas palavras que dizemos à elas. Frases que as limitam, que as prejudicam, que diminuem sua autoestima e confiança em si mesma.

Estamos começando mais um ano letivo. E o que você espera para o seu filho ou para o seu aluno? Espera que ele não vá muito longe? Espera que tudo se repita? Então não mude seu pensamento e nem suas palavras.

Será que você tem o hábito de repetir o quanto ele tem dificuldades? O quanto ele é incapaz? O quanto ele faz coisas erradas? O quanto ele não consegue aprender?

Quem sabe até, mesmo sem perceber, você pode estar falando, com frequência:

– Eu não sei mais o que fazer com você!

– Você errou de novo. Não aprende nunca!

– Desisto de você!

As crianças têm uma sensibilidade incrível! Desde de muito pequenas elas têm capacidade de perceber o que acontece à sua volta (Do jeitinho delas, mas têm.) Eu diria que são “esponjinhas” absorvendo tudo! E elas absorvem mesmo! O que é bom e o que é ruim!

Uma outra coisa muito corriqueira é o péssimo hábito de compará-las com os outros. Sem pensar, queremos sempre que elas estejam dentro de uma média, que talvez não seja capaz de alcançar. Nós ainda reforçamos isso, falando sobre os belos avanços do outro! E sem notar, acabamos sendo cruéis.

Mas quando mudamos a nossa visão e passamos a comparar elas com elas mesmas, as coisas mudam. Então, foque nos avanços que seu filho ou aluno obteve em relação a ele mesmo. E mostre isso! Pois ele vai se ver de maneira diferente e vai se sentir mais capaz!

E não se esqueça! Tenha sempre muito cuidado com tudo que fala e com o seu comportamento perto deles.

Reconheça o que eles têm de bom!

Ajude-os! Eles precisam de apoio para superar suas dificuldades. E não de críticas, que só vão contribuir para reforçar o que fazem de errado!

Ao invés de falar: – Você errou de novo! Eu não sei mais o que fazer com você! Diga: – Você errou, mas tudo bem! Eu estou aqui. E nós vamos conseguir juntos!

Mostre que você está ao seu lado. Que você acredita na sua capacidade. E já será suficiente para que um novo resultado surja ao final do ano escolar.

Até a próxima!

Cristiane S. dos Santos Braga
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Colunista Inovamente Psicologia
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