Difícil de tratar, é doloroso, causa dor e sofrimento, quer seja com a perda de um ente querido ou a perda do objeto amado.

Atualmente a presença da morte, da perda se faz presente de forma constante. Através do que é noticiado pela TV, ouvimos sobre este assunto boa parte do nosso tempo. Na TV, escutamos muito sobre a morte de pessoas, ou porque se foram por alguma doença, ouvimos muito sobre a febre amarela atualmente, doença que está tirando a vida de muitas pessoas, a violência nas grandes cidades, o Rio de Janeiro, por exemplo, percebemos de forma mais evidente o quanto a perda está presente e estamos ligados indiretamente, mas de alguma forma nos causa um impacto e nos faz refletir também, na tristeza que o outro sente ou até de imaginar que esses “acidentes” poderiam ocorrer com cada um de nos.

Como lidar com essa questão e o que fazer para amenizar o sofrimento?

Embora o ciclo da vida seja constituído por nascimento, crescimento, reprodução e morte, esta última, nem sempre estamos preparados. Para alguns indivíduos a finitude pode ser vista como um processo natural da vida, para outros, sequer cogitam a ideia da morte.

De fato o que causa estranheza é imaginar que um dia a existência, a permanência concreta, palpável, tão cheia de coisas, não necessariamente boas, deixará de existir, não haverá mais o que vislumbrar. Quando se tem essa percepção, por conta de perda de amigos, familiares, idade avançada, doenças, a violência, pode-se alcançar um olhar que possibilite ao individuo se despir do orgulho, das mazelas do dia a dia, daquilo que não tem real importância, e considerar a vida e o outro de forma mais valorativa, apreciando detalhes que antes não eram vistos.

Passar a considerar os acontecimentos negativos e refletir sobre eles, permitirá um amadurecimento relevante para uma aceitação do que esta por vir, permitira um fortalecimento frente aos acontecimentos negativos. Quando se vive a perda do objeto amado a dor é tão forte que cada um busca de diversas formas para amenizar seu sofrimento. Existem algumas fases que não acontecem necessariamente em uma sequencia especifica e pode-se não passar por todas elas também.

Negação: Acontece quando o individuo não acredita, busca outras formas de confirmação, não aceita o fato;

Raiva: Pode acontecer culpa e destinar o sentimento de raiva a todos que estão ao redor e até às suas crenças religiosas;

Barganha: Pode ser uma tentativa de fazer com que as coisas voltem a ser como eram antes. O individuo promete que vai mudar, fazer as coisas de forma diferente. No geral são promessas de mudanças. Pode ser positivo, no sentido de refletir e aos poucos aceitar o que ocorreu e conseguir realizar suas transformações de forma positiva e o mais saudável possível;

Depressão: Nesta fase pode acontecer uma desconexão com o mundo e as pessoas, um cansaço, falta de desejo em realizar os afazeres do cotidiano, falta de interesse pela vida. A tristeza pode aumentar e se transformar em uma depressão, onde o individuo pode vivenciar e sair de forma definitiva e positiva ou pode ser necessário a ajuda profissional para ajudar a elaborar todo esse processo.

Aceitação: Depois de passar por momentos bastante difíceis, a tristeza e saudades ainda farão parte, porém, não há mais aquela vontade de que as coisas voltem a ser como antes, parece que começa aparecer um pouco de serenidade nessa etapa. Não é exatamente um momento de alegria, mas de compreensão dos fatos e entendimento, outras emoções e sensações passam a ser vivenciadas e a partir desse momento a elaboração do processo de luto se faz presente.

É fato que o tema “morte”, “perda”, “como lidar com o luto”, precisam ser falados, comentados, discutidos, de forma que possibilite às pessoas a compreensão desses acontecimentos de maneira mais efetiva, com recursos para elaboração e menos adoecimento nesse processo.

Busquem ajuda sempre que necessitarem!

Até mais!

Maristela Silva
Psicóloga – CRP 100464
Extensão em Transtornos Psiquiátricos
Contato: 11 99245-4687
E-mail maristela.silvabs@gmail.com
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