Já parou para pensar o que a comida representa para você?

Algumas pessoas dizem ter muita dificuldade em fazer uma dieta, regime ou reeducação alimentar, mas porque isso acontece? Para responder a essa pergunta vamos em busca da nossa motivação para comer, que está diretamente ligada aos fatores psicológicos, biológicos, sociais e culturais, ou seja, encontramos essa resposta ao analisarmos a representação da comida na nossa sociedade e história de vida.

Muitos acreditam que a pessoa come porque tem fome, mas que fome é essa de que estamos falando?

Cada sociedade funciona de uma maneira diferente, algo que agrada o paladar de uma pessoa, pode desagradar o de outra. Vamos comparar a alimentação de uma cultura chinesa com a de um norte americano, o primeiro se delicia com cobras, camundongos e alguns insetos, enquanto o segundo prefere hambúrguer, pizza e batata frita.

A comida também tem relação com os estados emocionais do indivíduo, podemos relatar como exemplo a depressão, ansiedade e estresse, mas de onde isso vem?

Tudo começa na gestação, as primeiras experiências alimentares são vivenciadas através da mãe. Se esta mãe ao sentir-se ansiosa come um chocolate o cérebro da criança passa a associar o açúcar como algo que alivia a angustia.

Em seguida, após o nascimento, o bebe é alimentado através da amamentação, que é uma enorme experiência de troca de afeto. Junto com o leite o bebe recebe troca de olhares, carinho, conforto, contato físico, etc. Assim, a relação alimento e emoção é fortalecida.

A alimentação está presente o tempo todo em nossas vidas e influencia diversas esferas como relacionamentos interpessoais, seja no trabalho para conquistar um cliente, em rodas de amigos, datas comemorativas com pessoas queridas ou em um encontro amoroso, o fato é que pessoas se reúnem para comer, então aqui entendemos que a comida está diretamente ligada a aspectos sócioemocionais.

Há quem use comida como recompensa ou punição, como dar uma barra de chocolate porque o filho tirou boas notas, ou no segundo caso, ameaça ou castiga o filho que não comeu toda a comida.

Nossas escolhas pelo tipo de alimentação são consequências do cenário afetivo vivenciado, por isso é tão importante conhecer os sentimentos que nos dominam. Em extremo, podem ser desencadeados os distúrbios alimentares, que estão correlacionados as antigas formas de associar alimento e afeto.

Há quem coma compulsivamente quando se vê em um estado ansioso, outros que quando sentem muita tristeza deixam de comer, essas pessoas estão apenas nutrindo os seus sentimentos e não alimentando o seu corpo. A comida acaba tendo uma função de encobrir as emoções mais obscuras.

Sabendo disso, ao comer é importante se perguntar – porque estou comendo isso? O que estou sentindo nesse momento? O que este momento ou alimento me remete?

O autoconhecimento vai te ajudar nessa jornada da vida alimentar e no domínio de suas emoções.

Até a próxima!

Vanessa Queiroz
CRP 06/110943
Psicóloga Atendimento domiciliar e consultório
Crianças, Adolescentes, Adultos, Avaliação Psicológica
Colunista Inovamente Psicologia
Contato: (11) 9.8052-1583
E-mail: vpc.queiroz@gmail.com

Referências Bibliograficas:

Consulta realizada em:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-11682012000100004 Acesso em 13/02/2018 às 11:15

http://www.psicologiasdobrasil.com.br/comer-pensar-sentir/ Acesso em 13/02/2018 às 21:03

Hockenbury, D.H e Hockenbury, S.E – Descobrindo a Psicologia – 2ª edição – São Paulo – Manole, 2003

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