Algumas mulheres podem sofrer por serem consideradas Mulheres Guerreiras, fortes demais!
Pareceu estranha a frase acima?

Explico! Sabe aquela mulher que dá conta de tudo?

Venho percebendo no consultório e trabalhos que já realizei e realizo com mulheres, que essa é uma situação que parece se repetir com muitas mulheres.

Elas são as que cuidam da casa, da família, dos filhos, dos pets, do trabalho, estudam, além de haver uma preocupação com a própria estética. Ela parece ser ótima em tudo, algumas ainda sabem exatamente o que fazer, e o que dizer quando o outro não está bem.

Mas, e quando é ELA que não está bem?

Poucos percebem que essa mesma mulher também sente falta de cuidado, ela pode sentir-se só por ter tantas tarefas e dar conta de tudo. Mas, assumir isso nem sempre é fácil! Mostrar para o outro que precisa de ajuda, de descanso e atenção, pode ser uma forma de preocupar o outro, e isso é uma coisa que ela evita! As pessoas já têm tantos problemas, não é?

E ela? Ah.. ela é a que resolve! É ótima para os outros, mas e para si mesma?

Ser definida como “a mulher guerreira e forte”, pode ser um peso! Há enormes responsabilidades por trás disso, ou seja, ela não pode demonstrar sua fragilidade, seus momentos de incertezas, seu cansaço e exaustão, suas necessidades de atenção e escuta. Ela não foge dessas responsabilidades. No fundo essa mulher pode estar precisando (RE)CONHECER, ou seja, conhecer novamente, uma parte de si que parece estar esquecida e escondida, onde ela mesma evita acessar para não sofrer mais, afinal ela “não tem tempo para isso”. São tantas tarefas que mexer nessa poeira, empurrada diariamente para debaixo do tapete, pode lhe custar tempo e esforço para lidar com toda a carga emocional (des)coberta. Mas uma hora esse tapete pode fazê-la tropeçar, ela exausta demais cai pesadamente e ali fica, no chão com todos aqueles sentimentos, pensamentos e necessidades acumuladas.

 

Já vi muitas mulheres sentindo-se culpadas por tropeçar ou por “fraquejar”. Será mesmo que isso é fraqueza? Talvez, era do que ela precisava para finalmente olhar para si mesma! E isso é preocupante! Esses tropeços podem acontecer em forma de doença mental: a depressão, ansiedade, transtorno de pânico ou uma doença física como: enxaqueca, gastrite, um cisto e etc. De alguma forma, a mente e o corpo dá os sinais de que algo não vai bem, mostrando que ela precisa SE OUVIR.

As relações podem ser afetadas também, por mais que ela tente evitar. Somos seres sociais e desde o nascimento necessitamos nos relacionar com outras pessoas, mas “dar ao outro” a responsabilidade de fazê-la feliz pode ser algo muito cruel, uma crueldade consigo mesma! Pois nem sempre as próprias expectativas são atendidas como esperadas. Ao cair, pode ser difícil encontrar a escuta e acolhimento necessário. Parece que os “outros” não sabem lidar com aquela mulher que sempre se mostrou guerreira, e agora está vulnerável.

Vejo força nessas mulheres, as admiro! Mas muito me preocupa, pois parece haver um grande esforço nisso tudo, onde há muitos riscos para a saúde e bem estar da mulher. Socialmente esse comportamento da mulher é reforçado: ela tem que dar conta da casa, da profissão, da família e ainda estar sempre “linda”, com um sorriso no rosto (atendendo a padrões de comportamento e beleza).

Para sentir-se verdadeiramente acolhida, é necessário olhar-se! Exatamente! Só você mesma pode SE compreender de forma profunda, e buscar o que verdadeiramente lhe agrada e faz feliz. Esperar que o outro lhe trate com a dedicação e amor que acredita merecer, pode ser muito frustrante!

Te convido a responder essas perguntas:

Como você têm se tratado?

Você SE CUIDA?

Você atende as próprias necessidades? Por exemplo, descansar quando está cansada?

Isso é fundamental! Ao olhar para dentro de si, buscando o autoconhecimento, e percebendo as próprias necessidades, consequentemente é possível mostrar aos outros como devem lhe tratar. De repente, você perceberá que ao cuidar de si mesma, estará fazendo um grande e importante investimento na sua vida, e em suas relações também.

Em Psicoterapia com a(o) Psicóloga(o) pode ser possível compreender seu mundo interno (pensamentos e sentimentos), em um processo que favorece o autoconhecimento, o fortalecimento da autoestima e empoderamento. É criado um espaço seguro, livre de julgamentos e cobranças para que a mulher possa experimentar ser quem realmente é, olhando para suas forças, fragilidades, angústias, sonhos e tudo que ela é, e pode ser!

Deixo então um convite:

Experimente ouvir as necessidades de seu coração!

Responsabilizar-se pela própria felicidade pode ser um caminho para sentir-se realizada!

 

Fonte da Imagem: canvas.com

Psicóloga Iézica dos Santos Queiroz

CRP 06/114460

Colunista Inovamente Psicologia

Contato: (011) 98299-9325

E-mail: iezicapsico@gmail.com

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