O teste de farmácia deu positivo e você recebe a confirmação que terá um bebê. Os nove meses passaram voando, você realizou os preparativos, chá de bebê, quartinho e não vê a hora de pegá-lo no colo e iniciar a grande jornada que é a maternidade. Porém, o que a maioria das pessoas não conta é o quanto essa fase é desafiadora. A mamãe muitas vezes idealiza uma maternidade igual as revistas dos famosos, mas você pode se deparar com uma tristeza estranha e não sabe de onde vem. Isso não significa que você não esteja feliz com a chegada do bebê, mas, sim, lidar com um turbilhão de emoções que chegam sem avisar. E com isso corre o risco de desenvolver a depressão pós-parto. 

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) da Associação Americana de Psiquiatria considera depressão pós-parto um subtipo de  depressão maior.

A Depressão Pós-Parto (DPP) é um quadro clínica severo e agudo que precisa de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pois devido à gravidade dos sintomas requer o uso de medicamento para ajudar a controlar. Ela acomete entre 10% e 20% das mulheres, podendo iniciar na primeira semana após o parto e perdurar por até dois anos. E um estudo recente constatou que podem afetar pais também.

Como muitas doenças, não se tem exatamente qual a causa da DPP, pois envolve uma série de fatores, como: físicos, emocionais e estilo de vida que podem influenciar de algum modo no surgimento dela.

Em relação a parte física, após o parto ocorrem uma série de mudanças no corpo da mulher como os hormônios da tireoide que pode ter uma queda brusca, estrogênio e também a progesterona, pressão arterial e volume do sangue. Tudo isso poderá contribuir para o aparecimento da depressão pós-parto.

Os fatores emocionais: quando a mãe passa pela mudança de horário, falta de sono, estresse e se sente pressionada para cuidar do bebê, muitas vezes ela não sabe lidar com tudo isso, pois tinha uma rotina completamente diferente, e agora após o parto tudo é muito novo (para mamães de primeira viagem). Já as mulheres que possuem filhos, a rotina também é alterada uma vez que tem outra criança para cuidar e assim a preocupação aumenta. E essa mãe também pode sentir se menos atraente em relação ao parceiro e que perdeu o controle da sua vida, tudo isso pode contribuir para a depressão pós-parto.

Alguns estilos de vida podem contribuir para a depressão pós-parto, como a rotina de amamentação e dificuldade para tal, filho mais velhos com ciúmes, pressão e cobrança dos familiares, situação financeira e falta de apoio do parceiro.

As causas da depressão pós-parto estão relacionadas com diversos fatores como: falta de apoio dos amigos e familiares, histórico de depressão pós-parto, depressão durante a gravidez, histórico de familiares com depressão e com transtorno bipolar, histórico de desordem disfórica pré-menstrual (PMDD), que é a forma grave de tensão pré menstrual (TPM) e violência doméstica (abuso físico e/ou emocional).

Dentre os sintomas estão tristeza e desesperança, tendência ao suicídio, perda do interesse por atividades que antes lhe dava prazer e algumas mulheres tem uma vontade súbita e muito assustadora de prejudicar seu bebê. A pessoa se sente quase todos os dias ansiosa, sonolenta ou dorme demais, vontade de comer mais ou de menos de acordo com o habitual, muita preocupação, dificuldade para se concentrar, cansaço e energia. Como você pode reparar a mulher com depressão pós-parto tem alguns sintomas da depressão mais comum, como já citei anteriormente em outros textos.

Se você se identifica com alguns desses sintomas no processo pós o parto, busque ajuda médica e psicológica. Os profissionais que podem diagnosticar uma depressão pós-parto são: Psicólogo, Psiquiatra, Obstetra e Ginecologista, Endocrinologista.  Tratar de você nesse momento tão importante é primordial para uma vida equilibrada e sem culpa. Cuide-se, essa é a melhor maneira de lidar com essa fase cheia de novidades.

Até breve.  

Psicóloga Paulina Almeida

CRP 06/115183

Psicóloga Clínica e Online

Experiência de 10 anos em Recursos Humanos

Psicoterapeuta de crianças, adolescentes e adultos. www.facebook.com/psicomentesaudavel/

www.psiconectado.com.br

Referência:

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais(DSM) da Associação Americana de Psiquiatria.

Fonte da imagem: Pixabay

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