Como você se sente quando pensa em você e na realidade em que vive?

Quanto tempo tem dedicado a entrar em contato mais profundo consigo mesmo, para refletir sobre suas escolhas, sobre seu modo de pensar, de agir e responder aos eventos da vida?

As nossas emoções e relação com o mundo são diretamente influenciadas por nossos pensamentos, e nesse sentido, a realidade por nós é vista e percebida através desta lente interna.

Respondemos aos estímulos que recebemos da realidade e interagimos em nossas relações pessoais, familiares, profissionais, referenciados por nossos pensamentos e emoções. Nós enxergamos a realidade a partir daquilo que pensamos e sentimos.

Nenhum evento da vida, realidade ou perspectiva em análise é interpretada sem a influência da realidade e referências daquele que olha e interpreta.

Ter consciência sobre essa “influência” e sobre a importância de nos questionarmos quando fazemos avaliações, quando estamos prestes a tomar atitudes importantes, fazer escolhas de vida, quando vamos falar com o outro, é fundamental para a construção de relações saudáveis, conosco e com as pessoas, para fazermos escolhas de vida conscientes, maduras.

Atualmente, o ser humano investe na segurança de seus bens, a fim de assegurá-los e protegê-los, investe muito em sua carreira acadêmica e profissional, mas pouco tem investido no cuidado das suas emoções, em interiorização, em autoconhecimento, na construção de uma consciência crítica sobre quem é, onde está e para onde pretende realmente ir, que história pretende escrever para sua vida.

Aquele que não questiona a si mesmo, seus próprios pensamentos, que não busca entrar em contato com as próprias fragilidades e enfrenta-las, está sujeito a apresentar dificuldades no território das emoções, das relações, na realização de seus desejos.

Corre o risco de ser levado pela vida por fantasmas que habitam dentro de si mesmo e que ele mesmo desconhece. Movido por emoções como medo, insegurança, ciúmes, culpa, autopunição, intolerância, irritabilidade, entre outros, pode muitas vezes acabar provocando aquilo que tanto gostaria de evitar.

Podemos ser efetivos no desenvolvimento de uma carreira e aquisição de uma vida material abastada, podemos adquirir a cama mais confortável, mas ainda assim, não dormirmos tranquilamente, por conta dos conflitos que levamos para dormir conosco, pela falta de cuidado com aquilo que construímos em pensamento, a falta de cuidado em proteger a nossa mente dos pensamentos e emoções que nos perturbam, e que patrocinam a intranquilidade, a ansiedade, as reações não assertivas, interpretações e escolhas equivocadas.

Não temos controle sobre quase nada, nem sobre o outro, nem sobre sua forma de escolher e agir, nem sobre o que a vida nos apresentará. Mas podemos escolher o que fazer com aquilo que a vida nos apresenta. E nos fortalecer para conseguirmos fazer as melhores escolhas.

Assim como os eventos transformam a realidade, também nos transformam. Cabe a nós escolher como será esse processo. Se a dor, o sofrimento, o medo, e as incertezas nos fortalecerão ou derrubarão.

Aprender a receber, filtrar e transformar aquilo que nos é apresentado pela vida e na relação com o outro e transformar essas experiências no que melhor elas podem ser é possível.

Quando nos dispomos a compreender de que forma somos afetados por essas experiências, quando buscamos conhecer os conflitos que pertencem a nós, e que precisam ser encarados e resolvidos, nos tornamos capazes de fazer diferenciações, sobre aquilo que a nós pertence e aquilo que ao outro pertence, sobre o que é nossa responsabilidade e sobre que não nos cabe tentar mudar.

Aquele que se interioriza, que questiona seus pensamentos e emoções, buscando perceber as manifestações inconscientes que atuam sobre suas interpretações e reações na realidade, pode agir e fazer escolhas de modo consciente, pode aprender a reagir de modo inteligente diante de focos de tensão, aprende a dirigir a própria vida.

Existem fantasmas que habitam dentro da mente de todo ser humano, a diferença é escolher se vamos buscar descobrir que áreas habitam, encará-los e domesticá-los, ou deixar que ganhem força e espaço ao longo do tempo e sem que tenhamos a mínima noção de sua presença, dirijam e protagonizem a nossa história.

Texto elaborado pela:

Psicóloga Tatiana Haidar Pacifico

CRP: 06/87752

Especialista em Dependência Química

Contato:

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Site:http://tatianapacificopsicologa.com.br

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